Pontos de Interesse




Rua Oscar Freire


    A rua Oscar Freire é uma rua localizada no bairro Cerqueira César, situado na região nobre da cidade brasileira de São Paulo conhecida como Jardins. Tem início na alameda Casa Branca e vai até a avenida Doutor Arnaldo, no bairro de Pinheiros.

    O nome da rua é uma homenagem a Oscar Freire de Carvalho, médico e professor catedrático baiano, responsável pela introdução do ensino de Medicina Legal na então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo (atual Faculdade de Medicina da USP), em abril de 1918, e um dos fundadores do Instituto Médico Legal de São Paulo.

    É reconhecidamente um dos pontos de comércio mais elegantes da cidade. Apesar de ser uma rua longa (2600 metros) ela reune em poucos quarteirões, nas proximidades do cruzamento com a rua Augusta, algumas das grifes mais famosas e caras do país no ramo de produtos de luxo, como Diesel, La Perla, Le Lis Blanc, Tommy Hilfiger, Forum, Osklen, Camper, H. Stern e Ellus, entre outras.

    A rua Oscar Freire é considerada uma das mais luxuosas do mundo, de acordo com a Mistery Shopping International, e é o mais pujante símbolo dos Jardins, região de São Paulo que concentra grande parte do comércio de rua de luxo do país. Em ruas vicinais, como a Haddock Lobo e a Bela Cintra, também se encontram importantes boutiques de marcas brasileiras e internacionais, como Christian Dior, Louis Vuitton, Salvatore Ferragamo, Bulgari, Cartier, Giorgio Armani, Armani, Versace, Carlos Miele, NK Store, Marc Jacobs e BO.BÔ além de vários restaurantes e docerias de luxo como o Fasano, Antiquarius, Gero, Rodeio, Tatoo, Häagen-Dazs, Dulca, Cristallo e outros.

Reformas

    Uma ampla reforma foi realizada durante 2006 ao custo de 8,5 milhões de reais, com enterramento de fios e padronização do mobiliário urbano. Cerca de metade do valor das obras é de origem de verbas municipais.[1] A inauguração ocorreu em 10 de dezembro de 2006, tendo sido marcada pela interdição da passagem de veículos pela rua, experiência que se repetiu mais duas vezes.

    Durante a inauguração, porém, houve protestos contra o prefeito, Gilberto Kassab, devido ao aumento de tarifas de ônibus. No convite acerca da inauguração distribuído à imprensa, lia-se em um trecho: "Poeira, marteladas e barulho acabaram. No lugar dos operários, homens e mulheres bem vestidos e com a aparência favorecida em todos os aspectos voltam a circular pelas calçadas da rua Oscar Freire".

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rua_Oscar_Freire

Avenida Paulista


    A avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo.

    Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, hotéis, Hospitais e instituições culturais, como o MASP, movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela. Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio e a rua da Consolação.

História

    A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.

    Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante (vide memórias de Lucia Salles). Algum tempo após a construção da avenida foram aprovadas leis que desviavam o tráfego de muares e animais de carga devido ao grande volume de excremento depositado na via carroçável e à impossibilidade de o poder público mantê-la limpa; logo, o tráfego foi desviado para a rua que ladeia a avenida Paulista e hoje é a Alameda Santos, sendo autorizado apenas em horários pré-estabelecidos. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:

"Será avenida Paulista, em homenagem aos paulistas"


    No fim do anos 20, seu nome foi alterado para avenida Carlos de Campos, homenageando o ex-presidente do estado, mas a reação da sociedade fez com que a avenida voltasse a ter o nome com o qual foi criada e é conhecida até os dias de hoje.

    A avenida foi aberta seguindo padrões urbanísticos relativamente novos para a época: seus palacetes possuíam regras de implantação que, como conjunto, caracterizaram uma ruptura com os tecidos urbanos tradicionais. Os novos palacetes incorporavam os elementos da arquitetura eclética (tornando a avenida uma espécie de museu de estilos arquitetônicos de períodos e lugares diversos) e dos novos empreendimentos norte-americanos: estavam todos isolados no meio dos lotes nos quais se implantavam, configurando um tecido urbano, diferente do restante da cidade, que alinhava a fachada das edificações com a testada do terreno. Isso fez com que a avenida possuísse uma amplidão espacial inédita na cidade.

    A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.

    Esse perfil estritamente residencial da avenida permaneceu até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços para regiões afastadas do seu centro histórico. Em pouco tempo, praticamente, todos os palacetes da avenida tinham sido vendidos e substituídos por pequenos prédios de escritórios e comércio.

    Durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos "espigões" - edifícios de escritórios com 30 andares em média.

    Durante esse período, a avenida passou por uma profunda reforma paisagística. Os leitos destinados aos veículos foram alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho branco e preto formado por mosaico português. O projeto de redesenho da avenida ficou a cargo do escritório da arquiteta-paisagista Rosa Grena Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado pelo escritório Ludovico & Martino.

Características

    A avenida possui muitos restaurantes que recebem diariamente milhares de pessoas que moram e trabalham na região. Nela se localiza o famoso MASP e também o parque Trianon. Possui faixas largas para pedestres e a linha 2 do metrô serve a avenida inteira. Tem o edifício da FIESP, que também abriga o Sesi, que, por sua vez, possui um teatro para apresentações gratuitas e uma biblioteca com um acervo vasto e muitos livros novos, permitindo o empréstimo gratuito à qualquer pessoa que leve um comprovante de endereço.

    É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero. É a maior e mais alta da Paulista e chama a atenção devido à sua iluminação amarelada. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias, pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural.

    No seu conjunto arquitetônico, possuia vários casarões dos Barões do café. Poucos casarões ficaram, como é o caso da Casa das Rosas, que hoje é público, tem uma biblioteca e oferece exposições e lançamentos de livros.

Curiosidades

* O Museu de Arte de São Paulo foi para a nova sede em 7 de novembro de 1968, sendo inaugurada pela rainha do Reino Unido, Elisabete II, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e dona Maria do Carmo de Abreu Sodré.
* O desfile comemorativo do Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1972, foi realizado com muita pompa na avenida Paulista.[carece de fontes?]
* Incêndio no Edifício Grande Avenida em 1981.
* Com 200 mil moradores, se a avenida fosse uma cidade, estaria entre as 150 maiores do Brasil, próxima de cidades como Praia Grande (244.533) e Boa Vista (249.853).[2]
* Todos anos são realizadas as festas de réveillon na avenida. Na virada para 2009, foram cerca de 2,4 milhões de pessoas, com shows de Saia Rodada, Babado Novo, KLB, Daniel, Skank e escola de samba Vai-Vai.[3] Foram mais de 15 minutos de espetáculo com fogos de artifício, os quais foram lançados de dois edifícios da avenida, cruzando-se no ar e formando um portal de luz para o início do ano de 2009.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Paulista

Club Athlético Paulistano



    O Club Athlético Paulistano é um clube poliesportivo brasileiro sediado em São Paulo, fundado em 29 de dezembro de 1900. Sua sede encontra-se no Jardim América, próximo ao centro da cidade. Formou um importante clube de futebol no início do século XX, tendo vencido o Campeonato Paulista onze vezes (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929).

    Até hoje, o Paulistano, que fechou seu departamento de futebol em 1929, é o único clube a ter sido tetracampeão paulista consecutivamente, em 1916, 1917, 1918 e 1919. Nenhum clube paulista conseguiu igualar tal marca.

    Seu uniforme titular era formado por uma camisa e calção brancos com detalhes em vermelho, e meias pretas[2] . O segundo uniforme tinha camisa vermelha, calção branco e meias pretas.

História

    Renato Miranda, Olavo de Barros e Sílvio Penteado assistiram, no Colégio Mackenzie, uma partida de futebol deste contra o Internacional, e ficaram estusiasmados. Assim, começou a nascer a idéia de se criar uma nova equipe de futebol que fosse para brasileiros e que representasse a cidade.

    No fim de dezembro de 1900, na rua São Bento, nº5, houve a reunião que selou definitivamente a fundação daquele que seria o maior time do país no seu tempo. Como um dos fundadores da Liga Paulista, o Paulistano disputou todos os campeonatos por ela promovidos até 1912.

    Em 1913 ocorre a primeira cisão das ligas, e o Paulistano liderava a criação da APEA. Na verdade, a equipe discordava da popularização que o esporte estava sofrendo com o surgimento de clubes como Corinthians e Ypiranga. Em 1915, houve a desapropriação do terreno do Velódromo, o Club Athletico Paulistano ficou sem sua sede esportiva. Foi então decisiva a ação de um dos sócios fundadores, Manuel Carlos Aranha, neto, o Carlito Aranha que, juntamente com um grupo de rapazes, conseguiu que o time do Paulistano não acabasse. Um novo terreno foi adquirido no Jardim América, entretanto o Paulistano não possuía, de imediato, local para seus treinos. Carlito Aranha pediu emprestado os campos do Palestra Itália e do São Bento e, graças à sua iniciativa, a equipe de futebol do Paulistano pôde participar dos campeonatos. Por fim, em 1917, foi inaugurado o novo campo do Paulistano, o Estádio Jardim América. Em 1916, a LPF é extinta e a liga criada pelo Paulistano continuou forte de prestigiada. O Paulistano sagrou-se tetracampeão, em 1919, apesar de toda crise pela qual passava.

    Em 1926 o futebol começava a partir para o profissionalismo e o Paulistano, fiel às raízes amadoras do esporte, foi contrário e fundou uma nova liga, a Liga dos Amadores de Futebol (LAF). A liga durou até 1929, quando o time resolveu fechar seu departamento de futebol.

    Após ser campeão do último campeonato que disputou, o Paulistão de 1929, O time do Paulistano fez sua derradeira apresentação em 15 de dezembro de 1929. Em seu pequeno campo, o Estádio Jardim América, com bom público no dia, o Alvirubro jogou grande partida, impondo um 6x1 sobre o Antarctica Futebol Clube (que mais tarde teria grande importância para o legado futebolístico do Paulistano), com gols de Mílton (4), Friedenreich e Luizinho para o mandante, e Spitaletti para o time da Moóca. Sua última formação fora Nestor; Clodô; e Bartô; Romeu, Rueda e Abate; Luizinho, Joãozinho, Friedenreich, Milton e Zuanella. Fora o canto do cisne e uma digna e grandiosa despedida para o Gigante no esporte bretão, que legaria com herança ao mundo, em seu lugar, outro grande time.

    Quando saiu dos campos, o Paulistano era disparado o melhor time do estado. Tinha onze títulos contra sete do Corinthians e três do Palestra, além de ter contado com Arthur Friedenreich que foi seu artilheiro por seis vezes. É até hoje, 2009, o único tetracampeão consecutivo do Campeonato Paulista (1916 a 1919, sendo que mantém em sua sala de troféus as duas taças oferecidas pela APEA).

    Fato memorável do clube foi a excursão da equipe de futebol à Europa em 1925, graças à iniciativa do presidente do clube, Antônio Prado Júnior. A equipe disputou dez partidas na França, Suíça e Portugal, perdeu apenas uma das partidas e logo após o término da primeira, vencida com o placar de 7 a 2 sobre o selecionado francês, os brasileiros foram denominados pela imprensa francesa por "Le Rois du football". Algumas das bolas utilizadas na Europa estão na sala de troféus do clube, além de muitos documentos textuais e iconográficos que permitem conhecer com mais profundidade a riqueza de tal feito futebolístico.

    Pode-se considerar que o Paulistano abriu as portas do continente europeu para o futebol brasileiro. Tanto que nos anos trinta alguns brasileiros foram representar o futebol europeu, principalmente na Itália. Houve o famoso Anfilogino Guarisi, Filó, que não só jogou em time italiano, como representou a Itália na Copa de 1934, sagrando-se campeão mundial.

    Após o fechamento do departamento de futebol, uma grande parte de seus jogadores e alguns membros da diretoria fundaram o que é hoje o São Paulo Futebol Clube.

O Club Athletico Paulistano conta com times de diversas modalidades esportivas amadoras, possuindo a única quadra no Brasil de pelota basca e gerou a Sociedade Harmonia de Tênis. É até hoje um dos clubes mais caros e exclusivos do Brasil.

Basquete

    O Clube Athletico Paulistano tem uma pequena mas marcante participação no basquetebolbrasileiro. Seus times de base conquistam inúmeros titulos pelo estado de São Paulo.

    Um desses títulos teve como destaque o time mirim (nascidos em 1993) que conquistou o titulo da Copa Vitória de Basquete em 1 de Maio de 2007.

    O time de nascidos em 1993, está como favorito para o ano de 2008, alem dos jogadores atuais, como :

Marcello Pietro
Nikolas Petruk
Marcelo Belleza
Diego Gimenez
Felipe Carrete
Rafael Piscerni
Phelipe Silva
Andre De Paula
William Rogrigues
Victor Melo

    E os novos reforços que chegaram:

Felipe Carvalho
Wendlynger Maia
Felipe Jaú
Vitor Racy
Douglas Quadrado

    A equipe esta formada e é sem duvida um exemplo de equipe de base no basketball brasileiro.
    Na equipe professional, um dos grandes ídolos do clube foi Marcelo Huertas (mais conhecido como Marcelinho) que hoje, joga no basquete espanhol como armador na equipe do "Iurbentia Bilbao Basket". Também foi um dos grandes destaques da Seleção Brasileira no Pan-Americano 2007 realizado no Rio de Janeiro.

Títulos

Nacionais

    * Bandeira do Brasil Copa dos Campeões Estaduais: 1920.

Regionais

    * Taça Ioduran: 1918.

Estaduais

    * Campeonato Paulista: 11 vezes (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929).
    * Vice-Campeonato Paulista: 10 vezes (1902, 1903, 1904, 1907, 1909, 1912, 1914, 1920, 1924 e 1928).
    * Torneio Início: 3 vezes (1924, 1926 e 1928).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_Atl%C3%A9tico_Paulistano

Esporte Clube Pinheiros



    Esporte Clube Pinheiros é um clube desportivo brasileiro da cidade de São Paulo. Fundado como SC Germânia, teve que mudar seu nome por determinação do governo durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, é um dos clubes de maior destaque no Brasil em diversas modalidades amadoras. No futebol, o primeiro uniforme titular tinha camisa com a metade direita preta e a metade esquerda azul, calção e meias pretas. mais tarde, adotou camisa com listras verticais azuis e pretas, calção branco e meias pretas. Tinha ainda uniforme reserva com camisa e calção branco e maieas pretas.

História

    Nascido em 7 de Setembro de 1899 o Esporte Clube Pinheiros, foi fundado por Hans Nobiling com o nome de Sport Club Germânia.

    O desportista com um grupo de amigos de diversas nacionalidades resolveu fundar uma equipe de futebol em razão de sua origem, nascido na Alemanha desejou que seu time recebesse o nome de Germânia, mas como haviam portugueses, espanhóis e italianos entres outras nacionalidades na fundação houve a opção por chamar o time de Sport Club Internacional para congregar as várias nacionalidades de seu fundador, voto vencido mais tarde Hans junto com os irmãos Wahmschaffe se afastaram da equipe e exatos dezoito dias depois fundaram a sua própria equipe.

    Com o nome de Sport Club Germânia a equipe disputou 26 vezes o campeonato paulista de futebol, onde foi campeão nos anos de 1906 e 1915 e chegou a contar em suas fileiras com o grande Arthur Friedenreich, o primeiro grande craque do futebol brasileiro.

    A equipe viu-se obrigada a mudar de nome no decorrer da segunda guerra quando o governo do Brasil ao participar do conflito proíbiu que equipes existissem com nomes de outros paises, desta forma o Palestra Itália de São Paulo se tornou o Sociedade Esportiva Palmeiras, o de Minas Gerais se tornou o Cruzeiro Esporte Clube, o Hespanha Foot Ball Club da cidade de Santos se tornou o Jabaquara Atlético Clube e o Sport Club Germânia se tornou o Esporte Clube Pinheiros.

    Com o final da Segunda Grande Guerra e com o advento do futebol profissional, assim como muitas outras equipes da época o EC Pinheiros optou por se tornar um clube social com suas áreas de recreação e esportes amadores.

    Em 2008 com 109 anos, tem 170.000 m² localizado em um importante bairro de São Paulo, o Jardim Europa, possui muitas árvores, verde e espaço de lazer aos seus associados. Em matéria desportiva, se destacam seus times de vôlei profissional no âmbito paulsita e brasileiro.

Sport Club Germânia e o Futebol Paulista

    Dos mais antigos clubes praticantes de futebol no Brasil, o Germânia disputou o Campeonato Paulista de Futebol de 1902, o primeiro do Estado e do Brasil. e disputou quase todas as edições seguintes, com um hiato entre 1917 e 1920, até 1932, o ano anterior à profissionalização da liga, em 1933.

    Nos primeiros campeonatos teve classificações modestas, ficando sempre entre os últimos. porém , a partir de 1903, passou a contar com Hermann Friese, um alemão que devido à sua refinada técnica e surpreendente variedade de jogadas em campo, se tornou o primeiro "craque" da história do Futebol Brasileiro. Com ele, o time começou a se destacar e em 1905 terminou vice-campeão. No Campeonato Paulista de Futebol de 1906 conquistou seu primeiro título, com 7 vitórias e uma única derrota e ainda deixando o desafeto Internacional com o vice.

    Depois do vice campeonato de 1908, só voltou a se destacar com a conquista do Campeonato Paulista de Futebol de 1915, porém em um campeonato esvaziado, organizado pela Liga Paulista de Foot-Ball, com apenas o Internacional como time de renome. Clube Atlético Paulistano, A.A. das Palmeiras, Clube Atlético Ypiranga e Associação Atlética São Bento estavam em outra liga.

    Ainda no ano de 1909, fato histórico para o Germânia e para o Futebol Brasileiro: A estréia de Arthur Friedenreich, um filho de alemão, foi pelo clube. ainda voltaria em 1911.

    Em 1916, o Germânia abandona o campeonato da liga só voltando a disputar o Paulistão em 1921, terminando em último. Após muitas campanhas apagadas, só voltou a ser vice-campeão no Campeonato Paulista de Futebol de 1926, organizado pela Liga dos Amadores de Futebol, com a participação exclusiva de clubes prò-amadorismo.

    Em 1931 ficou na última posição entre os 14 disputantes, e em 1932, numa honrosa 4° posição. No ano seguinte, com o advento do profissionalismo no Futebol Paulista, o Germânia abandona a disputa do Paulistão em definitivo, entrando para a história.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esporte_Clube_Pinheiros

Iguatemi São Paulo


    O Iguatemi São Paulo é um shopping center da cidade de São Paulo, capital do estado brasileiro homônimo.

    Localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima (antiga rua Iguatemi), na região dos Jardins, foi inaugurado em novembro de 1966, buscando inspiração num novo conceito de comércio que se estava iniciando no mundo. O Iguatemi paulistano é considerado, por seu site oficial[1], pela ABRASCE[2] e por alguns órgãos de imprensa[3] [4] [5] como sendo o primeiro shopping center do Brasil. Entretanto o Shopping do Méier, no Rio de Janeiro, inaugurado em 1963, também pleiteia este título.

    O Iguatemi reúne o maior número de griffes nacionais e internacionais e é marcado pela sofisticação de seu interior. Conta com oito cinemas, duas agências bancárias e 330 lojas, sendo quatro âncoras (Pão de Açúcar Especial, C&A, Lojas Americanas e Zara). Trata-se de um cartão de visitas de São Paulo, sendo o shopping preferido pelas classes mais abastadas e pelos formadores de opinião.

É administrado pela Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A.

Fonte: É administrado pela Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A.

Colégio Dante Alighieri



O Colégio Dante Alighieri é uma instituição de ensino básico e médio localizada no bairro de Cerqueira César, na cidade de São Paulo, Brasil.
Reputado como um dos mais tradicionais colégios paulistanos, em sua origem destinava-se à colônia italiana.

História

    Por volta de 1870, um grande fluxo de imigrantes italianos chegou ao Brasil e, particularmente, à então província de São Paulo.

    No começo do século XX, a cidade de São Paulo tornava-se a mais italiana das cidades brasileiras. Para os italianos que aqui se enraizavam, era preciso fundar uma escola que fortalecesse a sua identidade cultural. Entidades culturais italianas, por meio do Professor Arturo Cavallo e do Cônsul Geral da Itália em São Paulo, Sr. Pietro Baroli, tentavam sem sucesso criar essa instituição de ensino. Entretanto, o projeto da "scuoletta" só vingou quando o Conde Rodolfo Crespi, um industrial de sucesso e grande expoente da colônia italiana em São Paulo, com entusiasmo, prontificou-se a angariar fundos para tal fim.

    Desse modo, a 9 de junho de 1911, nascia, no papel, o Istituto Medio Italo Brasiliano Dante Alighieri.

    A 10 de agosto de 1911, com verbas vindas da Itália e somadas aquelas também doadas pela colônia italiana de São Paulo, adquiria-se o atual terreno, a antiga Chácara Dieberger, com 19.800 m², próxima à Av. Paulista, no então Parque Villon (hoje Siqueira Campos/Trianon) e dos trilhos dos bondes da São Paulo Light & Power.
    A 18 de abril de 1912, num curso bilíngüe, cinco alunos começaram as suas aulas na Travessa da Sé nº 11, e depois na rua Carlos Gomes nº 50, na Liberdade.
    A 17 de fevereiro de 1913, 60 alunos de ambos os sexos, em turmas de internos, semi-internos e externos, começaram as suas atividades escolares no novo Edifício Leonardo da Vinci, da alameda Jaú, erguido pelo florentino Conde Giulio Micheli.
Em 1930 nasce a Sociedade dos ex-alunos do IMDA.
Em 1935 o colégio, já um difusor da cultura italiana totalmente integrado à comunidade paulistana, conta com 448 alunos.
Após a Segunda Guerra Mundial, época em sofreu intervenção e passou a ser chamado de Colégio Visconde de São Leopoldo, a escola recebeu a denominação de Colégio Dante Alighieri (1946).
Em 1950 o colégio, contando com 1.815 alunos, orientados por 71 professores, difundia a prática de esportes, contando com um campo de futebol de grama, quadra de voleibol coberta, sala de ginástica e pista de atletismo.
Em 1964 foi fundada a Escola Normal Particular Dante Alighieri, onde eram preparados os futuros professores do colégio. Nessa época, as bienais de Ciências, com projetos dos alunos, já eram atividades importantes no cotidiado escolar.
Em 1965 a escola foi ampliada, com a inauguração do Edifício Ruy Barbosa.
Em 1971 o Edifício Galileo Galilei abriu as suas portas.
Em 1973 surgiu o complexo esportivo Victório Américo Fontana.
Em 1993 mais um edifício foi inaugurado: o Michelangelo.
Em 2007 mais um edifício foi inaugurado: o anexo do edíficio Michelangelo
Atualmente o Colégio Dante Alighieri conta com cerca de 4.100 alunos.

Prédios

Leonardo da Vinci: O complexo mais antigo e importante, contém as classes do 1º Colegial, 2º Colegial e do 3º Colegial, a sala do presidente e a entrada principal do Colégio Dante Alighieri, além do Museu de História Natural, dedicado à Biologia.

Rui Barbosa: Prédio que abriga os 6º e 7º anos.

Galileo Galilei: Prédio que abriga, principalmente, os 8º e 9º anos e conta com o principal auditório do Colégio, o auditório Miro Noschese.

Michelangelo: O maior prédio verticalmente, possui 8 andares, tem a enfermaria própria para o prédio, contém a Biblioteca Infantil, e é ocupado pelo Maternal, Jardim, 1º, 2º, 3º, 4º e 5º anos.

Anexo do edifício Michelangelo: Inaugurado em 2006, conta com o novo auditório Guglielmo Raul Falzoni.

Ex-alunos notáveis

    * Miguel Reale, filósofo, jurista, educador e poeta
    * Cesar Lattes, físico
    * Marta Vannucci, oceanógrafa e escritora
    * Bruna Lombardi, atriz, modelo e escritora
    * Gilberto Barros, apresentador de televisão e cantor
    * Mauro Beting, jornalista, escritor e apresentador de rádio e televisão.
    * Jânio Quadros, (ex-professor, não foi aluno) político, presidente do Brasil por 7 meses
    * Fábio Camargo, jornalista e radialista

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_Dante_Alighieri

Museu da Imagem e do Som de São Paulo

    O Museu de Imagem e do Som de São Paulo (MIS), é um museu público estadual, subordinado à Secretaria da Cultura, criado na cidade de São Paulo em 29 de maio de 1970, fruto de um projeto iniciado cinco anos antes por intelectuais como Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes e Rudá de Andrade. Localizado no Jardim Europa, distrito de Pinheiros, tem por objetivo coletar, registrar e preservar o som e a imagem da vida brasileira, nos seus aspectos humanos, sociais e culturais, constituindo-se em um importante núcleo de difusão artística e educativa e um centro de referência para a pesquisa audiovisual brasileira.

    Conserva um vasto acervo, com mais de 300 mil registros, composto por filmes (curtas, longas, vídeos e documentários), discos, gravações (depoimentos, entrevistas, debates, palestras e apresentações musicais), fotografias e artes gráficas. Promove seminários, mostras e sessões regulares de cinema, vídeo e fotografia. Mantém publicações, visitas monitoradas e abriga biblioteca especializada.

Histórico

    O museu foi criado em um momento em que o país passava por um amplo processo de crescimento e modernização e aspirava concretizar a sua promessa enquanto país do futuro. Para sua criação foi formada, em 1967, uma comissão orga-nizadora integrada por Ricardo Cravo Albin (ex-presidente do Instituto Nacional de Cinema e diretor do MIS do Rio de Janeiro), Francisco Luiz de Almeida Salles (assessor do governador Abreu Sodré), Paulo Emílio Sales Gomes (conservador da Cinemateca Brasileira), Avelino Ginjo (chefe dos repórteres fotográficos do Palácio do Governo), Maurício Loureiro Gama (jornalista) e Rudá de Andrade (professor de Cinema da Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo).

    Após sua criação oficial, foi o Museu instalado a título precário na rua Antonio de Godoy, sede, à época, do Conselho Estadual de Cultura. Em seguida foi transferido sucessivamente para o Palácio dos Campos Elísios, para dependências na alameda Nothman, na avenida Paulista e, em 1973, para uma casa alugada na rua Oscar Pereira da Silva. A sede atual do museu, na avenida Europa, foi adquirida por meio de processo de desapropriação da família Giaffone. O projeto de reforma do edifício, construído para servir de moradia, foi assinado por Roberto Fasano e Dan Juan Antonio. A sede do MIS foi aberta ao público a 27 de fevereiro de 1975, com a exposição “Memória Paulistana”.

    O grupo de intelectuais e produtores culturais que se mobilizou em torno da consolidação do MIS, entre eles, Rudá de Andrade, Francisco Luíz de Almeida Salles, Paulo Emílio Salles Gomes, Luís Ernesto Machado Kawall, preocupados com as mudanças e o iminente desaparecimento de experiências culturais e artísticas significativas da vida rural e urbana paulista, embrenhou-se de forma sistemática na edificação de um acervo de imagens e sons que contemplasse estes conhecimentos diversos.

    Embora estivessem envolvidos com a construção dessa memória, procuraram diferenciar o MIS dos museus tradicionais, afastando-o da imagem sacralizada de museu como um templo incomunicável de objetos únicos legatários de um tempo remoto e distante. Buscaram, pelo contrário, afirmar o MIS dentro de uma proposta museológica diferenciada baseada na reprodutibilidade de seu acervo, composto de filmes, vídeos, fotografias, depoimentos orais, músicas, partituras e cartazes. Além da singularidade dos seus suportes de memória, uma outra diferença em relação aos demais museus era, desde o início, o deslocamento do foco temporal para as experiências do presente e para as experimentações artísticas que sinalizavam um futuro ainda em gênese. A natureza de seu acervo e a opção pelo registro do contemporâneo contribuíram para que o MIS se tornasse popular entre estudantes, artistas e profissionais liberais como um museu dinâmico e “mágico”.

    Foi no MIS que linguagens e movimentos hoje consagrados tiveram a sua primeira acolhida e impulso. Os primeiros vídeos experimentais de Bill Viola foram exibidos no MIS. O curta-metragem ganhou notoriedade e respeitabilidade a partir dos seus Festivais Internacionais idealizado pelo Setor de Cinema do Museu. No início da década de 70, o MIS, também foi precursor na exibição de filmes fora do circuito comercial, projetando realidades distantes do eixo hegemônico de poder, e abrindo caminho para o que viria a ser posteriormente a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A afirmação do vídeo enquanto uma linguagem artística que tem a sua própria gramática e que convoca e provoca uma sensibilidade própria no espectador, também tem o MIS como patrono. Foi no MIS que o Vídeo-Brasil se projetou e floresceu, dando origem a um acervo riquíssimo e único de vídeo-arte brasileira que remonta a década de 1980 e chega até a atualidade. Estas intervenções no campo da produção e circulação de bens artísticos tiveram efeito multiplicador e fizeram com que o Museu fosse identificado como um espaço de intercâmbio informal entre produtores culturais, estudantes e interessados.

    Além desta sua vocação para a arte experimental, o MIS foi a primeira instituição museológica a ter como atividade permanente a prática de história oral, rompendo também na história com os cânones tradicionais de arquivos. Citada na própria carta de princípios e intenções do MIS de 1970, a produção constante de fontes orais sobre as várias linguagens a que o MIS se destina sofreu poucas intermitências ao longo dos anos e exibe em sua coleção artistas e personalidades como: Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Sergio Buarque de Holanda, Piolim, Arnaldo Jabor, Nelson Pereira dos Santos, Tom Jobim, Gilberto Gil, Camargo Guarnieri, Marlene e tantas outras figuras emblemáticas de nossa cultura. Além de registrar a experiência de celebridades, O MIS no inicio de suas atividades, teve forte inclinação antropológica e sociológica. O primeiro grande registro dentro desta perspectiva foi à pesquisa realizada sobre o Vale do Ribeira. A partir do voluntarismo da equipe técnica, uma documentação sonora, cinematográfica e fotográfica foi criada sobre manifestações folclóricas da região, aspectos da arquitetura, agricultura, comércio e artesanato local.

    Dentro desta vertente antropológica, vários outros projetos foram feitos, entre eles, a documentação sobre arte rupestre no Piauí e sobre as transformações sofridas pela população no eixo RIO-SANTOS.

    A versatilidade de programação e a heterogeneidade de sua coleção de documentos sempre foram traços marcantes da instituição. Sem perder o pluralismo que o define desde a sua fundação, o MIS, não sendo mais ele o único reduto das artes e da [[cultura] a dialogar com o seu tempo e a produzir acervo no cenário paulista, espera agora circunscrever com mais transparência a sua missão para a [[sociedade], para então melhor atendê-la. A idéia de reavivar e afirmar a vocação vanguardista do MIS parece neste momento a garantia de seu futuro e, ao mesmo tempo, o tributo ao seu passado como museu do futuro.

Função

    As funções do MIS são múltiplas; além de registrar, organizar e preservar seu acervo, a divulgação da sua produção deve ocorrer de maneira dinâmica, com a realização de eventos públicos – espetáculos de música, mostras de cinema, de vídeo, de fotografia, seminários, publicações, etc. Tais funções requerem uma atuação moderna e ativa, dentro das mais avançadas técnicas de museu vivo.

Diretores

Desde sua criação o MIS contou com os seguintes Diretores Técnicos:

    * Rudá de Andrade: 1970 – 1981
    * Boris Kossoy: 1981 – 1983
    * Ivan Negro Isola: 1983 – 1987
    * Guilherme Lisboa: 1987 – 1988
    * André Boccato: 1988 – 1989
    * Ricardo Ohtake: 1989 – 1991
    * Newton Mesquita: 1991 – 1993
    * Amir Labaki: 1993 – 1995
    * Marcos Santilli: 1995 – 2003
    * Amir Labaki: 2003 - 2005
    * Graça Seligman: 2005 - atualidade

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Imagem_e_do_Som_de_S%C3%A3o_Paulo

Museu Brasileiro da Escultura

    O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), situado no Jardim Europa, São Paulo é um projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Permanece aberto à visitação de terças-feiras a domingos, das 10h às 19h horas.

    O projeto foi escolhido em concurso fechado para a construção do que seria o "Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia", sendo que a ecologia foi, depois, deixada de lado.

    A história da sua criação é muito interessante pois, ao ser anunciada a construção no local de um shopping center, os moradores do bairro, um dos mais nobres da capital paulista, se reuniram e, usando o peso de sua influência política e poder econômico, conseguiram sepultar a idéia do centro de compras e, em seu lugar, criar o museu.

    O museu, quase todo enterrado, insere-se na paisagem entre jardins criados por Burle Marx. A construção do museu se estendeu por mais de dez anos e é considerado pelos críticos a grande figura da arquitetura brasileira da década de 90.

    O problema do MuBE é a contradição entre sua proposta e seu uso efetivo pois, criado sem nenhum acervo, ao longo de sua existência o espaço contou com alguns curadores.

    Atualmente tem em sua programação cultural cursos(Arte Educação), recitais de piano e feira de Antiguidades. Dentre o corpo docente de Escultura estão os artistas: Angela Bassan, Denise Barros e Luis Bayon. O Atelier de Arte para Portadores de Deficiência é uma oficina criada para oferecer as pessoas com limitações físicas a oportunidade de trabalhar as funções motoras por meio da arte reabilitação.

O Projeto Arquitetônico

    Paulo Medes da Rocha propõe para O Museu Brasileiro da Escultura (1987) um espaço solene e moderno, inserido em uma localização que faz do projeto, desde o início, uma expressão contestadora: o bairro jardim das grandes mansões da cidade, o Jardim Europa. A praça aberta, ao mesmo tempo um espaço propício para exposição de esculturas, é também um lugar cívico e político, para encontro, confrontando-se com o entorno. A praça faz com que a cidade possa respirar e se abrir, desafiando os limites do lote.

    O programa, praticamente inexistente, permite um partido simples e provocador. O edifício é alterado já nas primeiras semanas depois de sua inauguração com a implantação de grades na praça livre do térreo. O museu seria, segundo proposição inicial, não apenas um lugar de exposições, mas também um centro para gerenciamento das esculturas espalhadas pela cidade.

    O programa reduzido, praticamente todo desenvolvido pelo próprio escritório do arquiteto, permitiu que a construção acontecesse sobretudo no subsolo do terreno. O único elemento construído no térreo, além do vazio da praça, dos espelhos d’água e os caminhos e escadas de aproximação do interior (também pensadas como possível auditório aberto), é o grande pórtico de concreto aparente que delimita um marco, um monumento moderno e sintético.

    O terreno num cruzamento de ruas e em declive foi também decisivo para o projeto. A relação com as duas ruas na esquina possibilitou a implantação do pórtico de concreto com perfeição visual para pedestres e carros. O desnível permitiu uma entrada na mesma cota da rua e um programa construído no subsolo, sem que o deslocamento exagerado de terra inviabilizasse o projeto.

    Apesar disso o projeto apresenta uma certa complexidade construtiva. A quantidade de terra removida foi bastante grande e o lençol freático, localizado em uma cota alta, foram desafios para a sua realização. Para essa última questão a solução encontrada sugeria a instalação de bombas no edifício para retirada das águas do terreno e que estas fossem jogadas em uma boca de lobo na rua lateral, no sistema urbano de coleta águas pluviais.

    A perfeição construtiva perpassa também o grande e esbelto pórtico, que apóia-se com delicadeza sobre os pilares. A contra-flecha projetada e conseguida a partir do concreto protendido, corrige tanto uma imperfeição do olhar (que tenderia a ver a viga com uma leve barriga para baixo), como a possível ação indesejada do tempo (que provoca o aumento da flecha) e o “embarrigamento” da estrutura. A aproximação do rigor técnico, do conhecimento humano acumulado, também possibilita a confecção dos guarda-corpos metálicos, que lembram os guarda-corpos de Le Corbusier.

    A iluminação da praça é reproposta, reinventada, de uma iluminação tradicional de praças: ao invés de pequenos e numerosos postes, o arquiteto trabalha com um único, alto e cenográfico, e que pode, com seus refletores, buscar diversos elementos espalhados pelo terreno.

    Paulo Mendes propõe com o museu, mesmo que de maneira sugestiva e metafórica, uma revisão da história americana construída para poucos e por poucos. A grande praça, aberta e democrática, lugar de encontro, opõe-se às casas, ostentações do espaço privado, sugerindo uma discussão claramente política através do traço poético da arquitetura, através da emoção e das possibilidades de construção do espaço.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Brasileiro_da_Escultura

Museu da Casa Brasileira


    O Museu da Casa Brasileira (MCB) é uma instituição pública, subordinada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Localiza-se na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, no antigo solar que pertenceu à Fábio da Silva Prado e sua esposa, Renata Crespi Prado. Única instituição brasileira voltada ao estudo, preservação e exposição da história do mobiliário e das artes aplicadas, o MCB também é reconhecido como um dos mais dinâmicos centros de estudos da arquitetura e do design contemporâneo no Brasil. Anualmente, o MCB promove o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, uma das mais conceituadas premiações na área de design de produto no país.

    Conserva um valioso acervo de móveis, alfaias religiosas e objetos decorativos, de importância histórica e artística, produzidos no Brasil e no exterior entre os séculos XVII e XX. Também abriga parte do acervo artístico da Fundação Crespi-Prado, cedido em comodato ao museu e exposto no hall de entrada e no segundo andar do solar. Por fim, o MCB mantém o Arquivo Ernani Bruno, um fichário de citações sobre equipamentos, usos e costumes domésticos da sociedade brasileira ao longo de toda sua história. Produzido na década de 1970 por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo, o arquivo é o único em seu tipo existente no país.

Histórico

Fundação do museu

    Durante a administração do governador Abreu Sodré, seu secretário da Fazenda, Luís Arrobas Martins, envolvido no projeto de aquisição de obras de arte para os palácios Bandeirantes e Boa Vista e no processo de criação de uma rede estadual de museus e equipamentos culturais, idealizou uma instituição voltada à conservação, restauração, pesquisa e exposição de móveis, alfaias e objetos de arte e de decoração de residências, considerados de valor histórico ou artístico para o país. Assim, já em março de 1970, era inaugurado o então denominado "Museu do Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro". O historiador Ernani Silva Bruno foi convidado para dirigir o novo museu.

    A princípio, o museu foi instalado em um casarão na alameda Nothmann, no bairro Campos Elísios. Ernani Silva Bruno presidiu o Conselho Diretor do museu, composto ainda por intelectuais como Paulo Duarte e Sérgio Buarque de Hollanda. O objetivo da incipiente instituição era adquirir peças de excepcional qualidade, representativas para a cultura brasileira. Assim, a direção do museu passou a distribuir notícias na imprensa, de forma que surgissem propostas de venda e doação de objetos. Criou-se uma comissão para avaliar as peças a serem adquiridas, tendo por base seu valor sociológico, histórico e artístico.

Transferência para o solar

    Em novembro de 1970, a Fundação Padre Anchieta cedeu por comodato o uso do Solar Fábio Prado para o governo do estado, que tinha a intenção de instalar ali o recém-fundado museu. Nessa ocasião, a denominação da instituição foi alterada para "Museu da Cultura Paulista" e seu campo de atuação foi ampliado: o objetivo era tornar o museu um centro de estudos, destinado a pesquisar a complexa gama de informações acerca da evolução material da cultura de São Paulo e do Brasil. A nova denominação não alcançou consenso, causando um longo debate entre os conselheiros. Em 1971, após quase um ano de debates, a proposta de Sérgio Buarque de Hollanda e de Ernani da Silva Bruno de denominar o espaço como “Museu da Casa Brasileira” foi aprovada.

A transferência do museu para o Solar Fábio Prado alongou-se por mais um ano. Foi somente em 1972 que o museu passou a ocupar as suas atuais instalações. Em 1976, seria concluída uma ampla reforma para o melhor aproveitamento museológico do espaço. Paralelamente à adaptação da nova sede, o Conselho Diretor buscou, sobretudo durante os cinco primeiros anos de vida da instituição, uma expressiva ampliação do acervo, caracterizando o atual perfil sociológico e histórico da coleção. A grande quantidade de peças adquiridas durante a administração de Ernani Bruno permitiu a ampliação da atuação didática do museu, que passou a apresentar exposições permanentes e temáticas acerca da evolução do mobiliário brasileiro.

Consolidação do museu

    Ernani Bruno também empenhou-se em consolidar o museu como centro de pesquisas, especializado na evolução dos equipamentos da casa brasileira e nos seus usos e costumes. Nesse sentido, foi fundamental a transferência para o museu de um arquivo desenvolvido ao longo da década de 70 pelo professor Carlos Alberto Cerqueira Lemos e por alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Esse arquivo, que atualmente leva o nome do primeiro diretor do museu, é composto por mais de 28 mil fichas com citações e informações sobre arquitetura, mobiliário e equipamentos domésticos, do século XVI ao XIX, e revela toda a trajetória da cultura material do Brasil, além das peculiaridades, transformações e assimilações sofridas pela sociedade brasileira ao longo de seus quatro primeiros séculos de história.

    A ampliação do perfil museológico da instituição possibilitou, ao longo dos anos, o surgimento de novas propostas e abordagens, em que a arquitetura e o design foram ganhando considerável espaço, por meio de exposições temporárias, conferências, premiações e concursos. Em 1986, foi criado o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, que rapidamente se consagrou como uma das mais conceituadas premiações na área de design de produto no país, e uma importante referência para os profissionais e estudantes da área. Desde 1993, o museu também sedia o Prêmio Jovens Arquitetos, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

    Na década de 90, o solar passou por nova reforma e o acervo do museu foi organizado em uma nova disposição espacial, seguindo critérios cronológicos. Nessa mesma época, o MCB recebeu em regime de comodato parte do rico acervo da Fundação Crespi-Prado. As obras, pertencentes à coleção particular dos primeiros proprietários do solar, Fábio da Silva Prado e Renata Crespi Prado, haviam sido retirados da residência quando Renata doou o imóvel para a Fundação Padre Anchieta. Atualmente, a Coleção Crespi-Prado pode ser vista em exposição permanente no segundo andar e no hall de entrada do edifício. Além das exposições permanentes e temporárias, o Museu da Casa Brasileira possui uma agenda cultural fixa, promovendo apresentações musicais regulares. Também possui uma editora própria, especializada em publicações sobre design, mobiliário, cultura material, costumes e usos da sociedade brasileira.

O Solar Fábio Prado

    O solar foi erguido durante a década de 40, como residência do ex-prefeito de São Paulo, Fábio da Silva Prado, e sua esposa, Renata Crespi da Silva Prado. O projeto é do arquiteto paraense Wladimir Alves de Souza, amigo do casal. A pedido de Renata Crespi, o arquiteto reproduziu as linhas do Palácio Imperial de Petrópolis, projeto dos discípulos de Grandjean de Montigny. Wladimir também se inspirou nas villas italianas de Palladio, como forma de imbuir na residência um caráter simbólico de riqueza e poder.

    O projeto do edifício ia na direção contrária ao panorama arquitetônico da cidade à época, que se caracterizava por edifícios de plantas arrojadas - o que não impediu que o interior da residência adotasse os padrões de modernidade e funcionalidade de então. O edifício é constituído por um bloco central com dois pavimentos e por duas alas laterais. Na sua construção, foram utilizados alvenaria de tijolos rebocados, piso de arenito proveniente de Minas Gerais, mármore português e telhas “canal”. Na decoração do solar, foram utilizados materiais nobres e importados, desde o revestimento do piso em mármore e portas em madeira nobre aos mosaicos italianos ornamentando os banheiros. A obra foi concluída em 1945.

    O casal viveu na residência por mais de quinze anos. Durante esse período, o solar se tornou um local de recepções oficiais, onde hospedaram-se importantes autoridades do cenário político nacional e internacional, como o príncipe Ali Khan, a rainha Elizabeth II da Inglaterra e o príncipe Phillip, entre outros. Também era frequentado por personalidades do meio artístico e intelectual brasileiro, sediando anualmente o "Prêmio Fábio Prado de incentivo às Ciências Humanas, à Literatura, ao Teatro e ao Cinema" - que conferiu honrarias a nomes como Florestan Fernandes e José Lins do Rego. Com a morte de Fábio Prado em 1963, Renata Crespi deixou o solar. Em março de 1968, Renata transferiu a posse do Solar Fábio Prado à Fundação Padre Anchieta, em conformidade com o desejo expresso em vida por seu marido. Em 1972, a Fundação Padre Anchieta cedeu o uso do solar em regime de comodato ao Museu da Casa Brasileira.

Jardim

    Inicialmente, o Solar Fábio Prado encontrava-se inserido em uma das extremidades de um extenso jardim com aproximadamente 15.000 metros quadrados de área. Uma série de desapropriações e alterações urbanísticas do entorno, no entanto, reduziram a área verde a menos da metade de seu tamanho original. Mesmo assim, o atual jardim de aproximadamente 6.000 metros quadrados chama a atenção em meio à densa massa de concreto da região onde está o solar. Abriga aproximadamente 200 espécies de árvores brasileiras e várias espécies de pássaros.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Casa_Brasileira

Comentários