Rosas




HISTÓRIA

Provavelmente, nenhuma outra planta tem uma história tão empolgante quanto a rosa. As mais antigas pistas nos levam há uns 25 milhões de anos, durante a chamada Era Terciária, muito tempo antes de surgir o Australopithecus, o primeiro autêntico ancestral do homem. Sabe-se da existência de rosas naquela época pela descoberta de fósseis encontrados em países de três continentes: no Japão e China, na Bulgária, França, Alemanha e Áustria, e nos Estados americanos do Alasca, Califórnia e Colorado.

Mais que isso. Não é de hoje que se tem notícia de ter a rosa exercido importante papel na cultura e vida de antigos povos da Ásia e Oriente Médio. Há alguns anos, por exemplo, arqueólogos encontraram entre os rios Tigre e Eufrates, nas escavações de Ur – antiga cidade da mesopotâmia onde foram descobertos os túmulos dos sumerianos, antecessores dos babilônios -, inscrições dando conta que o rei Sargão teria trazido “ do além Tauros mudas de rosas, videiras e figueiras”. Detalhe: o rei Sargão viveu de 2.630 a 2684 aC. Portanto, a quase cinco mil anos atrás.

Sabe-se também que, uns mil anos antes de Cristo, a rosa foi levada da Ásia para a Grécia. Na sua Ilíada, descrevendo as lutas pela conquista de Tróia, Homero escreveu que o escudo do rei Aquiles era ornado com rosas. Do mesmo modo, um pouco mais tarde, Confúcio deixou registrado que na biblioteca do Imperador da China existiam cerca de 600 livros sobre rosas, e que a nobreza chinesa apreciava muito o óleo feito a partir das pétalas dessa flor.

Aliás, essa história de que “ a rosa é a rainha das flores “ não é coisa recente. A primeira referência a isso foi feita por Safo, uma poetisa grega, que viveu seis séculos antes de Cristo.

E foi também antes de Cristo que as rosas foram levadas da Grécia para Roma. Ali foram aperfeiçoados os métodos de cultivo, inclusive a técnica da multiplicação de mudas por enxertia. Ao que se sabe, na capital do antigo Império Romano, já se cultivavam rosas em estufas, para Gáudio dos “patrícios” e classes dominantes, que queriam rosas enfeitando suas casas o ano inteiro.

A partir de Roma, na trilha das legiões, a rosa foi se espalhando pela Europa inteira.

AS ROSAS NO BRASIL

...”Procedeu-se a seguir a uma devota procissão rogatória, na qual todos traziam à cabeça suas coroas de rosas (que só aqui florescem)..., carregando o padre debaixo do pálio de seda uma imagem da Virgem Mãe, também ela emoldurada de rosas vermelhas”.

São palavras de Anchieta, encontradas na Carta Ânua de 1583, referindo-se às solenidades da instituição da confraria de Nossa Senhora do Rosário, na Vila de Piratininga, nesse ano.

Esse é o relato mais antigo conhecido da nossa história, a fazer menção à utilização de rosas, aqui no Brasil.

Entre 1560 e 1570 teriam sido introduzidas as primeiras roseiras por Anchieta, presente em Piratininga. Levantadas a Igreja e a Escola, plantou-se em terreno contíguo, um roseiral, de onde proveriam as rosas utilizadas nas solenidades religiosas.



OS TIPOS DE ROSAS

O gênero Rosa, da família das Rosáceas, compreende mais de duzentas espécies silvestres e mais de 30.000 variedades híbridas, das quais apenas umas 20.000 estão classificadas. Estas variedades híbridas são produtos de cruzamentos e recruzamentos, às vezes efetuados em épocas tão remotas que se perdem no tempo. De forma registrada, a primeira variedade híbrida surgiu na França em 1842. Delas, as mais antigas e ainda hoje encontradas são a “Marechal Niel”, obtida por Pradel em 1864, e a variedade “Frau Karl Druschki”, conseguida por Lambert em 1901.

Tal é a diversidade, que as rosas formam quase um mundo à parte.

Fonte: http://www.roselandia.com.br/historia.html

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